No sábado (11), Fátima da Silva Barbosa, 42 anos, e o companheiro Flávio da Silva Batista, 41, foram assassinados a tiros pelo ex-marido dela em um bar. O suspeito fugiu e ainda não foi localizado.
Na segunda-feira (13), Jucieli Ribeiro Caju Boa Morte, 30 anos, foi morta a tiros pelo ex-companheiro Luciano Oliveira de Souza, 32. O atual namorado da vítima, que presenciou o crime, reagiu e matou Luciano. Conforme documentos obtidos pelo site VG Notícias, Jucieli já havia denunciado o ex duas vezes, e câmeras de segurança chegaram a registrar uma das agressões anteriores.
O terceiro caso ocorreu na terça-feira (14), quando Gabriela da Fonseca Moura, 36 anos, foi assassinada pelo ex-marido Rafael Rodrigues, 32, na frente das filhas. Durante interrogatório, Rafael — que ficou hospitalizado após levar uma facada durante briga com os filhos da vítima — alegou que não esfaqueou a ex-esposa, dizendo que ela teria “caído sobre a faca”.
A escalada de violência também inclui tentativas de feminicídio. No domingo (12), uma mulher foi jogada de um carro em movimento pelo companheiro, no bairro Ribeirão do Lipa, em Cuiabá. Ela foi socorrida com ferimentos e encaminhada a uma unidade médica. O agressor negou o crime, alegando estar sendo perseguido pela vítima.Em Várzea Grande, um homem foi preso após descumprir medidas protetivas e ameaçar a ex-companheira. Já na quarta-feira (14), um ex-presidiário, que havia deixado a cadeia há apenas dois dias, voltou a ser preso após agredir a companheira por ciúmes. Ele foi reconduzido à Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa.
Conforme o Observatório, até o dia 16 de outubro foram 14.404 medidas protetivas solicitadas em Mato Grosso, o que corresponde a 80,45% do total de 2024 (17.910).
Apesar do discurso oficial de “tolerância zero”, a rede de proteção apresenta falhas graves. Em Várzea Grande, segunda maior cidade do Estado, não há Delegacia da Mulher 24 horas, o que deixa vítimas desassistidas justamente nos períodos mais críticos. A Patrulha Maria da Penha acompanha atualmente 146 famílias com medidas protetivas no município. Muitas dessas mulheres relataram já ter sofrido tentativas de feminicídio. FONTE


